5 cases de empreendedores que começaram com pouco e hoje faturam alto

Pouco recurso, muita vontade e apoio resultaram em negócios e empreendedores de sucesso

Certamente você já ouviu falar de alguém que empreender não é para qualquer um. Entretanto, existem algumas provas de que isso pode ser uma grande inverdade.

Alguns negócios surpreendem pelo sucesso e pela história de seus fundadores. Com recursos limitados, pouco investimento, uma ideia na cabeça e muita força de vontade, eles montaram empresas e, atualmente, são empreendedores que faturam milhões anualmente. Confira a seguir histórias inspiradoras!

1 – Steal The Look

As fundadoras Manuela Bordasch e Catharina Dieterich. Foto: Blog Jorge Bischoff

Em 2012, Manuela Bordasch e Catharina Dieterich decidiram montar um blog sobre moda. A iniciativa surgiu porque Manuela começou a linkar as peças usadas no conteúdo que produzia. O investimento inicial foi de R$30,00 – o suficiente para pagar o domínio do site. E assim surgiu o Steal the Look.

Os looks utilizados pelas blogueiras possuíam um link que levava o internauta direto para efetuar a compra no próprio site. Essa ferramenta deu tão certo que se tornou a fórmula perfeita para as empresárias monetizarem o trabalho. Elas produzem conteúdo mostrando na prática o branding do produto, gerando interesse e confiança na hora da compra, o que é interessante para todos os lados.

Em 2017, elas inauguraram o marketplace, “Stealthelook.Shop”. Além disso, por meio do Push, a startup oferece cursos presenciais e online para troca e compartilhamento de experiências e conhecimento. Hoje, o portal tem mais de duas milhões de visitas mensais e fatura milhões por ano.

2 – The Slow Bakery

O casal Rafael Brito Pereira e Ludmila Espíndola. Foto: Instagram (@theslowbakery)

Uma agência de conteúdo fechada e nenhuma experiência com pão. Foi assim que o casal Rafael Brito Pereira e Ludmila Espíndola começaram. Entretanto, a vontade se tornarem empreendedores nesse segmento era antiga.

Antes de botarem a mão na massa no modo literal, os dois tiveram que estudar por si mesmos. A proposta era criar um pão no estilo sourdough, ou seja, massa azeda, vinda da fermentação natural e sem nenhum químico. E assim foi: com muita ajuda de livros e a internet, Rafael e Ludmilla criaram o famoso pão artesanal, que demora dois dias para ficar pronto.

Em 2014, eles montaram sua loja virtual, que recebia encomendas online e a entrega era a domicílio. Depois de fazerem seu nome em feiras e boca a boca, em 2015, o casal abre sua mini fábrica. Mais para frente, com a ajuda de crowdfunding, a The Slow Bakery inaugura seu café, com molhos, pastas, queijos, cafés e, é claro, opções de pães. Em 2017, a padaria possuía um faturamento de R$ 2 milhões.

3 – JaUbra

Alvimar da Silva e Aline. Foto: Divulgação/JaUbra

Já imaginou um Uber só para a periferia? Foi essa a grande sacada de Alvimar da Silva. Morador da Brasilândia, zona norte de São Paulo, Alvimar percebeu que muitos motoristas de aplicativos não pegavam corridas para as regiões mais periféricas por conta de violência e assaltos.

Disso, surgiu o JaUbra, “o uber da periferia”. No começo, Aline, filha de Alvimar, anotava as corridas e passava pro pai, que era o motorista. O negócio foi crescendo e outros parentes passaram a aderir e entraram para o time de motoristas, que operava na Brasilândia.

Hoje, o serviço cresceu muito e emprega vários moradores da Brasilândia. A grande vantagem é que, por serem da região, eles não têm receio de rodar pelas ruas das comunidades. Hoje, os empreendedores e a empresa conta com cerca de 400 motoristas e 60 carros.

4 – Flytour

Eloi D’Avila. Foto: Ana Cariane/El País

De morador de rua a dono de uma das maiores agências de turismo do Brasil. Essa é a trajetória de Eloi D’Avila de Oliveira, um dos empreendedores de maior inspiração e dono da Flytour. Ainda criança, ele fugiu de casa por conta dos maus tratos do cunhado no Porto Alegre e foi se aventurar em São Paulo.

A partir dali, sua trajetória foi de dificuldades. Eloi dormiu embaixo de viaduto, em albergue, trabalhou de lavador de carros, engraxate e vendedor de jornais. Depois, a vida deu jeito de fazer o empresário para em Copacabana, Rio de Janeiro.

Foi na capital carioca que conheceu Vovó Stella, a mulher que estendeu a mão e o acolheu. Com 12 anos, Eloi virou office boy na Stella Barros Turismo, onde ficou até os 17. A dona, Stella Barros, sabendo que ele dormia na rua, deixou que o Eloi dormisse no sofá da agência – motivo pelo qual todas as lojas da Flytour têm um sofá na entrada. De acordo com o empreendedor, isso é para ele nunca esquecer de onde veio.

Hoje, a Flytour fatura mais de 4 bilhões por ano e emprega mais de 3.000 colaboradores.

5 – Chokolah

Cláudia Schultz. Foto: Projeto Draft

Em 2016, um temporal muito forte desabou todo o negócio de Cláudia Schultz, socióloga e dona de uma fábrica de chocolates orgânicos. Na época, fazia poucos meses que o lugar estava operando.

Sem nada e com um prejuízo de R$4 milhões, Cláudia não se abalou. Juntou todo o apoio de seus amigos e familiares e sua motivação, e recomeçou a construir sua marca. Eles fizeram um mutirão e recuperaram poucos equipamentos e matérias-primas que haviam sobrado.

O processo dos seus chocolates seguem um processo justo e que aproveita o máximo do cacau. Além disso, a Chokolah compra a matéria-prima diretamente dos produtores no Norte e Nordeste, o que garante uma remuneração melhor.

Mesmo após o vendaval, a Chokolah ficou parada apenas 15 dias, o tempo de Cláudia transferir para outro espaço em São Paulo. Hoje, a fábrica opera em Cotia, São Paulo e, em 2017, tinha um aumento de faturamento de 20% em relação a antes da tragédia.

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tag: empreendedorismo, empreender com startup, flytour, historia de motivação, inspiracao, jaubra, lideranca, steal the look, the slow bakery,

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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2 comentários

  1. Samantta disse:

    Comovente a história do ex morador de Rua, da catidosa Vovó Stella e do sofá.Chorei!!
    E da incrível garra da proprietária da Chokolah….meu Deus como conseguem recomeçar com tantas dívidas??
    São taodos admiráveis!
    Quero montar algo + penso 10 vezes…pq já tive comércio e por bem menos paguei 1 alto preço.

  2. Samantta disse:

    Comovente a história do ex morador de Rua, da caridosa Vovó Stella e do sofá.Chorei!!
    E da incrível garra da proprietária da Chokolah….meu Deus como conseguem recomeçar com tantas dívidas??
    São todos admiráveis!
    Quero montar algo + penso 10 vezes…pq já tive comércio e por bem menos paguei 1 alto preço.
    Ainda prefiro uma franquia com baixo investimento.



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