7 pontos para você entender e criar Startups

Não é novidade que atualmente o mercado de trabalho está cada vez mais dinâmico e competitivo, afinal, a quantidade de novidades que surgem (tais como novas tecnologias, novos métodos de produção, etc) é cada vez maior. Dentre essas novidades, encontram-se as Startups. Justamente por ser novidade, não é algo tão vastamente conhecido atualmente, mas trata-se de um modelo de negócio disruptivo, com rápido crescimento e expansão, e com alto potencial competitivo, até mesmo em relação a grandes empresas.

Entretanto, mesmo não sendo tendo seu conceito plenamente difundido, muitas pessoas reconhecem como as Startups estão rompendo com o seguimento normal do processo de mercado, e desejam se aprofundar no tema. Por sua vez, Eric Ries, que hoje em dia é um dos maiores conhecedores de Startups, as definiu assim:

“Uma Startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”

De uma maneira bem resumida, essa definição significa que uma Startup é, a princípio, aberta por um grupo de pessoas que desejam empreender por um causa, cujo modelo de negócios normalmente se trata de algo inovador (daí vem as condições de extrema incerteza, pois ideias inovadoras normalmente nunca foram implementadas antes), que necessariamente deve poder ser reproduzido em outras localidades ou setores (repetível) e que cresça e atinja o maior número de consumidores num ritmo bastante rápido (escalável), de modo que o processo se torne automático, e preferencialmente sustentável.

Outro detalhe que também é válido citar refere-se ao quesito tempo. É este quesito que diferencia uma Startup de uma empresa. Normalmente, são consideradas Startups os modelos de negócios que surgem, da maneira descrita acima, por até uns 2 anos de idade. Depois disso, começam a ser consideradas empresas. As Startups que sobrevivem, é claro! Deste modo, justamente pelo ambiente de extrema incerteza que toda Startup enfrenta, existem 7 dicas que são capazes de auxiliar no desenvolvimento das mesmas, impedindo de se cometer erros desnecessários e permitir sua sobrevivência neste mercado competitivo.

  • Um grande problema que frequentemente aparece em Startups que estão começando é o modo que elas abordam seu modelo de negócios. É comum de ver um modelo que nasceu como uma solução, e consequentemente perde-se muito tempo buscando algo para se resolver com ele. A dica aqui é tratar a abordagem de maneira exatamente contrária, ou seja, o indicado é identificar um problema, uma necessidade que cause algum tipo de desconforto, para então resolve-lo. Essa lógica tem embasamento neurocientífico, que leva em consideração a forma como o ser humano sente as coisas.

 

  • Agora, existe um intermediários entre o problema identificado e a solução. O cliente. No caso, o cliente nada mais é do que o portador do problema identificado, ou seja, é o público alvo para seu modelo de negócios. Este é o momento para avaliar o potencial do negócio, afinal será aqui que deve-se quantificar a quantidade de possíveis clientes. Dessa forma, identificar o perfil do seu consumidor é de suma importância para dar continuidade para o projeto, pois somente nesse momento será possível responder a pergunta: “Como vou resolver o problema dessas pessoas?” . Outro aspecto importante para a Startup nesse momento é levar em conta o ambiente de extrema incerteza em que está inserida. A ideia é tentar resolver o problema desse público alvo da maneira mais inovadora e eficiente possível.

 

  • Para uma Startup que está no início, é primordial testar e validar sua ideia através de feedbacks do mercado, o mais rápido possível. Portanto, o foco aqui é determinar o mínimo necessário que é preciso ser desenvolvido para estar apta a testar o modelo de negócios, e assim ter um feedback do público. Essa dica tem como objetivo maior evitar desperdício de energia, tempo, dinheiro etc. Duas boas perguntas que podem ajudar nesse momento são:

 

“O que eu posso deixar de lado?”

 

“O que dessa minha ideia não é tão fundamental, a ponto de que sem ela, eu ainda consiga resolver o problema?”

 

  • Coerente com a dica anterior, é preciso deixar claro que a palavra do jogo é velocidade. Quanto antes se obter o feedback do público, mais rápido virão os ensinamentos consequentes dele, e portanto mais rápido se poderá ajustar suas ideias e tentar outra coisa mais efetiva. Em um mercado de trabalho extremamente competitivo e dinâmico, absolutamente deve-se evitar em ceder espaços para o “achismo” e permear o ambiente de trabalho com certezas, para assim evitar desperdícios.

 

  • Certamente a grande meta dos empreendedores é alcançar excelentes projeções de negócios o mais rápido possível. Não a nada de errado nisso, mas é considerar que, para atingir a tão sonhada escalabilidade que a Startup quer, faz-se necessário efetivamente passar pelos passos anteriores, principalmente aquele que se refere a testar e validar a ideia. Tendo em mente que há apenas uma chance de causar a primeira impressão, é recomendado desenhar um processo eficiente que leve a escalabilidade, pois se o modelo de negócio passou no teste de validação, é somente questão de tempo até atingirem-se bons resultados.

 

  • Fugindo do foco do modelo de negócio que as outras dicas abordaram, esta daqui trata-se da equipe que forma a Startup. Numa situação ideal, a equipe é formada por diversos especialistas de várias áreas do conhecimento, pois dessa forma não só haverá pessoas com diferentes habilidades, mas também haverá diferentes perspectivas acerca de um mesmo assunto, tornando o negócio mais completo. Esta dica também é importante para deixar claro que, em uma Startup, o mais importante não é a ideia, mas sim a equipe, afinal de contas, as pessoas preferem o time envolvido a ideia, principalmente quanto tem dinheiro envolvido.

 

  • Por último, esta dica refere-se ao ambiente de trabalho como um todo. É bastante comum encontrar a seguinte linha de raciocínio: “Vamos começar o negócio, fazer dinheiro, trazer pessoas qualificadas parar trabalhar conosco, e depois nós pensamos nessa questão de cultura e valores”. É um grande erro pensar dessa forma, pois a cultura de uma empresa é o que define seu modo de agir, sua postura no mercado de trabalho, e inclusive o maneira como a equipe trabalha e interage, e isso não é diferente para uma Startup. Inclusive, é recorrente que pessoas venham trabalhar nas Startups por acreditarem na ideia e nas pessoas que estão lá (consequentemente, acontece de empresas grandes perderem bons funcionários para as Startups).

 

Essas são dicas que, embora pareçam simples, certamente são responsáveis por gerar um grande diferencial quando bem empregadas. Elas ajudarão no início da trajetória de sua Startup, mas para ter a oportunidade de emprega-las, certamente você precisará criar alguma oportunidade de negócio relacionada a Startups, e isso exige dedicação e vontade. Acredito que daqui 5 anos, você gostará de olhar pra trás e pensar “nossa, naquela época consegui bons resultados em minha vida, e hoje estou aqui” ao invés de “se eu tivesse feito isso 5 anos atrás, hoje poderia estar em algum lugar melhor”. Boa parte desse processo depende exclusivamente de você.

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brunoperinBruno Perin
Empreendedor, consultor, palestrante e escritor.
Graduado em administração de empresas pela UFSM, especialista em Marketing Experience, pesquisador em Neuromarketing e Startups.
Integrante do grupo dos 200 maiores talentos brasileiros pelo Virtvs Group,
é referência marcante da nova geração no mareting, sendo responsável por
várias campanhas impactantes nas redes sociais em 2011/12.
Com experiências em palestras nacionais e internacionais,
é considerado fomentador do empreendedorismo e da disseminação do conceito de startup no país.
Conectado com os mentores desse tipo de programa no mundo, estuda o implemento e o funcionamento das startups, sendo apontado como evangelista da Geração Y/Z. Hoje é o grande nome do Neuroempreendedorismo no Brasil.

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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