As 03 situações em que seu diploma NÃO vale nada

ArtigosGestão

mar 7, 2016

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Descubra porque a maioria dos formandos brasileiros trabalha em áreas diferentes de sua formação.

Em nossa sociedade uma das mentalidades que imperam há muito tempo é a de que tendo um diploma de nível superior a pessoa está encaminhada na vida. A questão tomou uma proporção gigantesca quando á partir da década de 70 os ajustes na regulamentação permitiram a prestação de serviços educacionais de nível superior por Instituições de Ensino de capital privado, porém o acesso, mesmo que ampliado, ainda não atingia determinadas camadas sociais diante do alto custo e concentrações geográficas desfavoráveis a algumas regiões. Diante dos programas de financiamento estudantil populares, o acesso ao ensino superior tornou-se mais democrático, onde grandes conglomerados educacionais capilarizaram suas atividades regionalmente, facilitando o acesso de todas as formas.

Na verdade, muitas famílias e indivíduos evoluíram e evoluem mediante o acesso a educação superior, por meio das oportunidades que surgem com o nível de capacitação alcançado, porém o que deve gerar uma reflexão madura e honesta sobre o assunto é o fato de que, segundo dados do IBGE, cerca de 53% dos concluintes não atuam em suas áreas de formação original.

De acordo com o censo educacional, por ano, cerca de 1 milhão de universitários concluem seus cursos, portanto imagine a quantidade de profissionais que “pivotarão” suas atividades após um grande período de esforço e dedicação.

Diante da questão, quero compartilhar com você minhas observações de vários anos atuando academicamente, principalmente na fase atual do ensino superior brasileiro, onde posso elencar três situações em que o seu diploma, conquistado com os 04 ou 05 anos de noites mal dormidas, viagens arriscadas e exaustivas e milhares de reais investidos (mesmo que financiados), não valerão nada no mercado atual:

  1. Falta de Planejamento
    Já encontrei muitos jovens que estão na sua 2ª ou até 3ª tentativa de formação, onde não houve adaptabilidade ou condições financeiras, estruturais ou logísticas para finalizarem os cursos que começaram anteriormente. Nesses casos é comum encontrar aqueles que escolheram um curso por impulso, modismo ou até mesmo por status.
  2. Necessidade e Pressões Externas
    Muitas empresas pressionam seus colaboradores a cursarem uma faculdade, mesmo que em áreas aleatórias, onde se valoriza apenas o “diploma de papel”, onde a função, valor ou até mesmo capacidade do indivíduo é considerado em um segundo plano. Outros, desesperados com o mercado de trabalho cada vez mais escasso para aquele que não “demonstra” algum nível avançado de conhecimento, acaba se agarrando a qualquer instituição barateira, a qualquer curso mais ou menos interessante e entra de cabeça, mesmo que odiando, em anos de intensa jornada dispensada de energia, tempo e dinheiro (por mais barato que seja, sairá caro).
  3. Falta de Propósito
    Grande parte de nossa sociedade ainda encara os jovens de hoje com a mentalidade de antigamente, e quando digo antigamente de 05 ou 10 anos atrás, e todos sabemos que muita coisa mudou e muda constantemente. Trata-se de uma cobrança absurda para um jovem de 17 anos escolher o futuro de uma vida toda.

    Nossos jovens e até mesmo adultos que desejam se capacitar devem receber um tratamento diferenciado em suas escolhas, principalmente no esclarecimento sobre suas verdadeiras aptidões e vocações, que determinarão o seu propósito. Com isso definido, o indivíduo poderá escolher o modelo de capacitação que irá lhe proporcionar a vivência e aprendizado ideal, o qual ele poderá compartilhar em suas ações rotineiras em qualquer trabalho que ele se submeter, ou seja, não será trabalho e sim uma causa. Necessariamente algumas profissões ou causas escolhidas não dependerão exclusivamente de um curso superior, outras necessitarão de um conhecimento de outros povos e culturas, onde não existirão fronteiras.

    A verdade é que, em todos os cursos superiores, sobra teoria e falta vivência, onde algumas instituições até se esforçam, mas esbarram nos limites que a entidade governamental controladora e fiscalizadora impõe. Todas são avaliadas igualmente, em detrimento das particularidades regionais e sociais do Brasil, que convenhamos, são muitas. Todas as instituições são tratadas e exigidas rigidamente, beirando o militarismo em exigências burocráticas.

    O que alivia essa dor e torna o cenário motivador é que grande parte dos “dissidentes”, ou seja, aqueles que atuam em áreas diferentes de sua formação escolhem o empreendedorismo, talvez como uma rebeldia consciente de poder trilhar o próprio caminho, ou uma resposta aos anos perdidos escutando conteúdos mecanizados e teóricos, que na verdade inflaram o desejo de execução, mas o que importa é o fato de estarem produzindo, e em alguns caso de maneira brilhante e impactante, influenciando novos empreendedores.

Aos que estão em curso, mas estão se sentindo desconfortáveis com a situação, eu recomendo:

– Aproveite a convivência com os colegas e a diversidade de culturas e mentalidades que você pode encontrar;

– Desenvolva sua habilidade interpessoal e liderança, protagonizando e influenciando tudo aquilo que tenha conexão com seus objetivos;

– Aproveite e aproxime-se ao máximo dos docentes exigentes e com alto potencial e nível de conhecimento. Eles poderão ser seus mentores em algo maior em breve;

– Coloque-se a prova, ouse, teste, erre, aprenda. O ambiente acadêmico permite isso, a vida aqui fora muitas vezes pune e não contempla ensaio;

– Aprenda a compartilhar e principalmente a agregar aos colegas, e não estou falando de grana, mas de carinho, atenção, ânimo, força e inspiração. Se você tornar-se um bom ouvinte, entenderá que seus problemas são mínimos perto daquilo que a maioria dos colegas enfrentam.

Por fim, seja produtivo e lembre-se: o que determina seus resultados positivos em qualquer fase de sua vida é o seu Propósito aliado as suas atitudes e ao seu modelo mental. Busque autoconhecimento franco e sincero antes de querer decidir sobre qualquer coisa, porque o futuro se faz no presente.

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Rodrigo Vasconcelos

Empreendedor Serial, Docente e Coordenador Acadêmico, Palestrante e Escritor.
Comprometer-se e Colaborar para o Desenvolvimento Econômico e Social por meio da Educação Inovadora e do Empreendedorismo.
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tag: educação, falta de planejamento, falta de proposito, não atuar na área de formação, seu diploma não vale nada,

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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