As ideias idiotas que nos cativam

Atire o primeiro ovo e tomate quem nunca pensou em uma ideia besta ou curtiu algo sem sentido nenhum. Mas, qual é o peso que elas tem a nossa realidade?

Esses dias eu vi uma matéria que era sobre uma empresa que vendia pedra. Exatamente, você pagava 12 euros para receber uma pedra normal, em uma embalagem. Eu fiquei completamente atônico, pensei – “Nossa, o cara viaja por tudo que é lugar ajudando empreendedores, a desenvolverem seus negócios, lapidarem bem seus insights, desvendar possibilidades que fariam diferença na vida das pessoas, e vem algo assim e faz um bom dinheiro”. É um mundo doido mesmo.

Até então eu estava pensando que tudo bem, às vezes acontece. Porém, um tempo atrás assisti a um episódio do SharkTank (programa americano em que os empreendedores apresentam suas ideias para um grupo de 5 investidores que podem fazer ofertas ou não para comprar uma participação na empresa) e uma pessoa conseguiu 55 mil dólares por 25% de um negócio sobre desenhar gatos. Sim, você manda para o site como você quer seu gato, pulando, brincando, vestido de princesa e recebe o desenho por 9 dólares. Quando ele fechou esse aporte, com um cara muito respeitado, foi algo que me deixou intrigado.  Caramba, o que está acontecendo.

Foi quando notei que o mundo precisa de ideias meio doidas assim, para tirar nossa mente de uma realidade tão intensa, cada vez mais estressante e sentir-se livre. As vezes comprar algo assim é apostar em alguém que está querendo fazer algo e seguindo uma paixão, nem que seja apenas para lembrar você de se divertir ou ver as coisas de uma maneira diferente. E também, que um bom negócio pode surgir de uma percepção aguçada, da forma como se comunica e muita vontade combinada com ousadia.

O choque foi tão forte em mim, que resolvi lançar um desafio – www.startupcrazy.com.br junto do Flavio Estevam (um dos caras que tem ideias mais doidas de Startup no Brasil – o Namoro Fake é dele, por exemplo) para transformar péssimas ideias em negócios. Nós vamos na hora, pegar as piores ideias ditas pelo público e discutir como faríamos startups delas e qual passos seguiríamos para fazer ela acontecer – exemplo na prática e ao vivo em um hangout gratuito e muito divertido.

Neste instante você pode estar boiando, como eu, nas primeiras vezes que pensei sobre essa questão das ideias malucas e idiotas – Tá, Bru (é para os mais íntimos, Bruno é apenas quando estão bravos comigo), mas o que isso realmente quer dizer?

Que possivelmente você deve ter tido ideias que descartou ou te falaram serem muito ruins, mas será que foram trabalhadas adequadamente? Será que não estava no momento errado? Esses dias li que o Google pega as ideias antigas descartadas de tempo em tempo para ver se agora não seria uma boa, ou se alguém não acha uma nova forma de interpretá-la e transforma em algo interessante.

Muitas vezes nossas ideias mais legais, estimulantes e fodásticas não são tão boas assim e aquelas mais bobas podem virar algo incrível, ou apenas que ajude as pessoas a liberar mais sua mente e acreditar no empreendedorismo.

Portanto, gostaria que você desse uma chance as péssimas ideias, suas e dos outros. Estimule a sua criatividade, desafie seus instintos e transforme o mundo. Tem uma frase que eu criei quando tinha uns 17 anos a qual serve para o momento. “O céu só é o limite para quem não conhece as estrelas” e significa que as dificuldades apenas existem enquanto você ainda não for criativo e ampliar a sua visão o suficiente para achar um jeito de resolvê-las.

brunoperinBruno Perin
Empreendedor, consultor, palestrante e escritor.
Graduado em administração de empresas pela UFSM, especialista em Marketing Experience, pesquisador em Neuromarketing e Startups.
Integrante do grupo dos 200 maiores talentos brasileiros pelo Virtvs Group,
é referência marcante da nova geração no marketing, sendo responsável por
várias campanhas impactantes nas redes sociais em 2011/12.
Com experiências em palestras nacionais e internacionais,
é considerado fomentador do empreendedorismo e da disseminação do conceito de startup no país.
Conectado com os mentores desse tipo de programa no mundo, estuda o implemento e o funcionamento das startups, sendo apontado como evangelista da Geração Y/Z.
Hoje é o grande nome do Neuroempreendedorismo no Brasil e um dos maiores

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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