Avaliado em US$ 30 bilhões, Nubank amplia ameaça a bancos tradicionais

O Nubank completou a maior rodada de investimentos da história de uma startup latino-americana: US $ 1,15 bilhão desde janeiro.

Avaliado em US$ 30 bilhões, Nubank amplia ameaça a bancos tradicionais
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A entrada de novos investidores de peso no Nubank deve intensificar as disputas entre as empresas Fintech, corretoras e bancos tradicionais em benefício dos investidores brasileiros.

Já que, dos US $ 750 milhões em novos recursos anunciados pela agência nesta terça-feira (8), US $ 500 milhões vêm do nobre: ​​Berkshire Hathaway Fund, que pertence ao grande investidor Warren Buffett.

Segundo analistas, este é um divisor de águas para o banco. Uma vez que, ele ganhou uma nova posição entre os investidores. Dessa forma, se consolidando como o maior banco digital do mundo, com 40 milhões de clientes.

Com um adicional de US $ 750 milhões, o Nubank também completou a maior rodada de investimentos da história de uma startup latino-americana: US $ 1,15 bilhão desde janeiro.

Bancos Tradicionais e a Era Digital

Os bancos tradicionais estão ansiosos para se adaptar à era digital. Por exemplo, o Bradesco tem um banco digital independente Next. Eles não só precisam competir com empresas de fintech, mas também cooperar com bancos de investimento.

Além disso, os analistas estão observando como as apostas de Buffett e de outros grandes investidores (como a Verde Asset Management de Luis Stuhlberger) mudarão o setor bancário.

Ademais, em dia de “realização de lucros” pelos investidores, depois de sucessivos recordes desde a semana passada, o anúncio foi mais um componente a derrubar a cotação das ações dos bancos na Bolsa de Valores.

O Itaú Unibanco e o Bradesco fecharam com queda de 0,7%, seguidos do Banco do Brasil (0,6%) e do Santander (0,48%). Em contrapartida, o principal índice do B3, o Ibovespa, caiu 0,76%.

De acordo com as estimativas do mercado, por meio do investimento de ontem, o Nubank agora está avaliado em US $ 30 bilhões. Se já tivesse ações negociadas em bolsa, a empresa comandada pelo colombiano David Vélez ficaria atrás da XP (US $ 23 bilhões) e do BB (US $ 20,6 bilhões). Dessa forma, se aproximando do BTG Pactual (US $ 36,4 bilhões) e do Banco Santander Brasil (33,6 bilhões US dólares). As primeiras classificações são Itaú ($ 60,2 bilhões) e Bradesco ($ 50,9 bilhões)

“É com bastante entusiasmo que ingressamos nessa jornada como um dos primeiros investidores brasileiros”

afirmou José Zitelmann, cofundador da gestora Absoluto. 

Já Barron Martin, sócio-diretor da Sands Capital, afirmou, em nota, que a gestora tem buscado “empresas que não estejam apenas desafiando o status quo hoje, mas também estejam moldando o futuro”.

“Para nós, essa é uma grande validação do que o Nubank tem feito desde o começo”, diz Vélez.

Nubank

O banco digital foi fundado por David Vélez em 2013 e cofundado por Cristina Junqueira e Edward Wible. Como um dos bancos mais desafiadores do mundo, acumulou 40 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.

O novo financiamento será usado para desenvolver o portfólio de produtos da empresa. Como por exemplo, o cartão de crédito gratuito e produtos de investimento através da Easynvest, uma fintech adquirida pela Nubank em 2020.

Além disso, o novo capital impulsionará os planos de expansão internacional da empresa e apoiará sua estratégia de aquisição de talentos globais.

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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