Cervejas da Ambev são a preferência entre a classe mais popular

MercadoVendas

jan 9, 2020

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Levantamento foi feito pelo banco Credit Suisse

A guerra entre as marcas de cerveja no Brasil é bastante acirrada. Recentemente, os analistas do banco Credit Suisse realizaram uma pesquisa para saber quais são as preferências nos bares da cidade de São Paulo.

Os analistas visitaram 115 bares em 40 bairros da cidade, desde os mais nobres, até os mais periféricos. Apesar da capital abrigar cerca de 15.000 estabelecimentos, a amostra escolhida foi o suficiente para reproduzir a distribuição da população.

O resultado foi positivo para a Ambev: de 11 regiões de São Paulo, em 10 delas – sobretudo as mais populares – a Skol é a campeã de vendas. A única exceção foi o Itaim, região mais nobre, que tem a Heineken na liderança.

Ainda de acordo com o relatório do Credit Suisse, em 2019, 97% dos bares paulistanos tinham como opção as cervejas da Ambev, um aumento considerável se comparado ao ano anterior, que fechou com 84%. Na periferia, a presença da cervejaria nos estabelecimentos fechou em 100%. Já a Heineken foi encontrada em 85% dos bares, sendo apenas 66% atendidos diretamente pela distribuidora. A proprietária da Itaipava, Grupo Petrópolis, aumentou sua presença de 55% para 68%.

Dificuldades da concorrente

A Heineken está conquistando cada vez mais espaço nos bares e gosto do público, mas ainda passa por alguns tropeços. O Brasil é o país com maior volume da cerveja, entretanto, a holandesa sofre para sanar problemas de logística e demanda. De acordo com a revista EXAME, a empresa anunciou investimentos para dobrar sua produção e distribuição.

Recentemente, a marca holandesa perdeu em uma disputa judicial para a Coca-Cola. A cervejaria holandesa quis romper com a Coca, responsável por distribuir a Heineken no Brasil, entretanto, a decisão na justiça decretou que o contrato se manteria até 2022.

A pesquisa da Credit Suisse também apurou que 39% dos bares têm dificuldade com a distribuição da Heineken, e 19% deles compram a cerveja por meio de outras distribuidoras que não a Coca.

Desafios

Quando se trata das linhas premium, o levantamento mostrou que a Ambev tem alguns passos a dar. Apenas 55% dos bares que participaram da pesquisa vendem a Skol Puro Malte. “A percepção dos donos de bares é que a Skol Puro Malte ainda não ganhou suficiente tração entre os consumidores”, escrevem os analistas Antonio Gonzalez e Marcella Recchia, do Credit.

Em questão de precificação, a Corona long neck ficou com o posto de mais cara, fechando na média de 33,8 reais por litro (algo como 11 reais a long neck). Seguida dela, vem a Stella Artois long neck (29 reais o litro) e Heineken long neck (26 reais o litro). Já as mais populares, no ranking da mais barata para a mais cara ficaram: Itaipava litrão (média de 10 reais o litro), Schin lata (10,7 reais), Antárctica e Brahma litrão (11 reais).

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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