Coleta de lixo eletrônico é negócio lucrativo para empresários

O mundo produziu 42 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2015 – quase 1,5 milhão somente no Brasil. O descarte desse material requer muito cuidado, pois há risco de contaminação do solo caso ocorra em lugares inadequados como lixões a céu aberto. No Rio Grande do Sul, dois empresários apostaram nesse mercado e estão lucrando com coleta e repasse do material eletrônico descartado, pelo qual ninguém dava um tostão.

Em 2008, André Spohrsenger investiu R$ 200 mil para abrir uma empresa que coleta e dá um destino a esses equipamentos. Para montar a linha de produção, André e seu sócio, Erico Pedro Scherer Neto, participaram do programa Agentes Locais de Inovação, do Sebrae. A empresa hoje possui nove funcionários, 80 clientes e recolhe em média 22 toneladas de lixo eletrônico por mês. O faturamento aumentou 25%.

Os eletroeletrônicos descartados são recolhidos diretamente nas empresas, que receberam recipientes próprios para essa finalidade. A coleta é realizada no momento em que os recipientes ficam cheios; antes, isso só acontecia quando os resíduos começavam a incomodar.

Os resíduos são levados para um galpão, onde são desmontados e separados por categoria. Em seguida, tudo é encaminhado para empresas que reaproveitam a sucata: ferro, por exemplo, pode virar prego ou parafuso.

Os empresários também fizeram um plano de visitas por semana, o que aumentou em 77% seu número de clientes ativos. A empresa cobra pela coleta dos resíduos, mas chegar a esse custo não foi uma equação fácil: o Sebrae sugeriu levar em conta a quantidade de lixo recolhido, o tipo de equipamento coletado e o tempo do desmonte. Assim, hoje a coleta de um computador sai por R$ 60.

Desta forma, foi possível obter sucesso a partir da geração de lixo eletrônico.

tag: empreendedorismo, lixo eletronico, oportunidade,

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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