Empreendedor larga carreira e decide viajar o mundo de bicicleta sem recursos – Episódio 4

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ago 4, 2016

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“Empreender muitas vezes é uma opção após longos anos de carreira, em busca da autonomia, liberdade e até mesmo de um sonho. Mas não foi o que aconteceu com Eduardo Corrêa, que desde os 14 anos já fazia parte do mundo dos negócios.

Eduardo chegou a ter pontos enormes, mas, aos 20 anos decidiu que não iria mais sobreviver, mas sim viver, então partiu em uma jornada para conhecer o mundo em duas rodas.

Ele saiu de Vitória, no Espírito Santo e passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e agora segue pelo sul. Isso não significa que ele deixou de empreender, pois o dia a dia sem planejamento exige decisões certeiras. A aventura está sendo contada na fanpage Mochilando em duas rodas.

Hoje você acompanha a quarta parte da empreitada de Eduardo, que será contada toda semana em A Magia do Mundo dos Negócios. Vamos embarcar nesta aventura? (se você não viu o episódio anterior, clique aqui)

“Cheguei em Arambaré (RS) e procurei os bombeiros civis, mas eles não estavam na base. Ao lado há um mercado, então parei em frente e puxei conversa com o proprietário. Ele ficou um pouco assustado, afinal, é uma cidade de quatro mil habitantes e ele não me conhecia. Ele chamou seu segurança, mas passei a contar sobre a minha jornada, dizendo que sou viajante e que iria ficar por ali uns dias. Eles entraram na internet, conferiram minha história e ficaram mais tranquilos.

Contei para eles porque parei de empreender, falando que, às vezes, a gente está tão vidrado correndo atrás das coisas materiais, que não dá valor às pequenas coisas.

Muitas vezes a pessoa trabalha para caramba, faz de tudo para crescer na empresa, trazer mais lucro, abrir leques de oportunidade para comprar carro zero, geladeira de R$ 7 mil, ter um cartão de crédito sem limite, videogames novos para os filhos, bicicleta, moto… e chega uma hora que acontece de a família se dissolver.

Por exemplo, a mulher decide ir embora e você pensa: onde eu errei? Te dei tudo, carro, casa, etc., mas não percebe que deu tudo que o dinheiro poderia comprar, mas o principal que é o amor, acaba não entregando.  Chega o fim do dia e o marido vai para casa pensando no que comprou, no que tem que pagar, senta no sofá e fica mudando de canal, nada lhe interessa. Ele toma banho, vai dormir e a mulher, que naquele dia se produziu toda para ele, o encontra dormindo. Então, o problema é querer dar tudo para a pessoa, mas acabar esquecendo de entregar o amor.

O filho com 15, 20 anos e o pai não o conhece, o tempo que passou com ele em todos esses anos equivale a meses e com isso abre a oportunidade daquele garoto se envolver com o crime, drogas e más companhias porque não tem o afeto e o tempo dos pais. Dá tudo que o dinheiro compra, mas amor, carinho e atenção não.

Eduardo aprende a dar nós com bombeiros. (Arquivo Pessoal)

Eduardo aprende a dar nós com bombeiros. (Arquivo Pessoal)

Contei esta história para o dono do mercado e isto o impactou, pois no outro dia ele disse ao segurança, “Bah, este cara me falou algo que mexeu muito comigo e fiquei pensando nisso e agora toda vez que vejo minha filhinha vou lá e dou um abraço nela”.

Então, uma pessoa que se assustou comigo, virou um grande amigo, fez até uma conta para mim no mercado e apresentou sua família.

Nos bombeiros civis, conheci o bombeiro Machado que é um dos líderes do projeto e o Peixoto que é o capitão, e que me acolheram com comida,local pra dormir, para tomar banho, fiz muita amizade com eles e todo dia estou na luta junto. Faço comida para eles como frango empanado, moqueca de peixe, massas, e eles têm gostado bastante, a gente se diverte, conta piadas sobre os dialetos do sul e coisas que eu não conhecia.

Nestes dias fizemos treinamento de rapel em altura, aprendi a dar nós, a guardar a corda de um modo que ocupe pouco espaço e não fique enrolada. Cada dia que passa está sendo muito bacana.

Tivemos a festa do peixe na cidade e a noite do pastel, onde arrecadaram dinheiro para manter os bombeiros, que não recebem subsídios do governo, é tudo particular e sai do bolso deles.

O nome do projeto é Salvar e consiste na ação destes voluntários para ajudar ao próximo.

Eu cheguei aqui a uma semana e toda cidade já me conhece, fui apresentado à prefeita, à Secretaria de Turismo, donos de estabelecimentos e até fiz amizade com uma guria que já me conhecia pela internet desde que comecei.

A semana foi parada em relação a viagem, mas deu para curtir os momentos.

Tive uma intoxicação alimentar, mas durou apenas um dia. Agora, no  final de semana vou fazer o treinamento de busca e resgate em áreas alagadas e depois, dia 8 pela manhã parto novamente em busca do meu diploma que vou conquistar no braço. A ideia é essa, viajar o mundo e adquirir conhecimentos para ajudar a mim e ao próximo. Até semana que vem”

 

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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