Empresário que vendia máquinas de escrever se adapta ao mercado e fatura R$ 120 milhões




Nos dias de hoje, em que as tecnologias e soluções caminham rapidamente, empresas podem facilmente ficar para trás. Quem se adapta ao mercado e tem visão de negócio consegue força e impulsionamento para seguir em frente. Foi o que aconteceu com o empresário José Martinho Reis, da Reis Oficce, que faturou R$ 120 milhões em 2015, e conta com mais de 230 funcionários em sua sede em Guarulhos.

Reis nasceu no interior de Minas Gerais, na cidade de Senhora de Oliveira, a 160 km de Belo Horizonte, em uma família de cinco irmãos. Desde menino ajudava seu pai agricultor com as tarefas e, na adolescência, se formou em técnico agrícola. Entretanto, não tinha condição de entrar em um curso universitário e, para fugir do trabalho no campo, resolveu tentar a sorte com um primo em São Paulo, em 1974.

reis oficce martinho

Martinho saiu da roça, se formou em administração de empresas e abriu o próprio negócio. (Divulgação)

Em duas semanas, o jovem de 19 anos conseguiu uma vaga como office boy na Olivetti, fabricante de máquinas de escrever, onde realizava serviços bancários pela manhã e ajudava no departamento de cobrança à tarde. Foi promovido a chefe de cobrança em dois anos, mas logo pediu para ser transferido para o setor de vendas porque não ganhava bem. Em pouco tempo se consolidou como vendedor, tornou-se supervisor, conseguiu grandes contas e formou-se em Administração de Empresas.

Negócio próprio
A reviravolta aconteceu no ano de 1984, quando a Olivetti aboliu as vendas diretas para trabalhar somente com concessionários. Martinho teve a opção de ser transferido para outro setor da empresa, mas preferiu aproveitar a oportunidade para empreender. Com um colega de trabalho fundou a César Reis, um negócio de revendas de equipamentos de escritório, como máquinas de escrever, calculadoras e telex, sediada em Guarulhos. “Decidi abrir a minha loja, tinha 29 anos e ainda haveria tempo para  mudar de rumo caso não desse certo”, afirma.

O negócio funcionou com muito esforço. O empresário vendia, entregava e faturava os produtos, mas, com a popularização dos computadores, as máquinas de escrever caíram em desuso e, em 2001, seu sócio desistiu. Foi o momento de Martinho fazer uma nova aposta: rebatizou a companhia como Reis Office e investiu no ramo de outsourcing, oferecendo a locação, operação, manutenção e suprimentos de equipamentos de impressão e gerenciamento de documentos. Seus clientes atualmente são empresas das áreas médica, indústria, educação, transportes e governamentais que desejam reduzir custos com impressão.

Confira a entrevista de A Magia do Mundo dos Negócios com Martinhos Reis, da Reis Oficce:

Além da adaptação ao longo do tempo, a que atribui o sucesso da empresa?
Além do aprimoramento contínuo do atendimento visando a excelência, entendemos que o distribuidor precisa desempenhar um caráter consultivo, oferecendo apenas o que o cliente precisa, seja ele um vendedor ou um contratante de outsourcing. Então, contamos com uma ferramenta interna que exibe aos nossos vendedores o histórico do cliente, para que ele não compre algo que não precisa, nem deixe encostado em seu estoque. A empresa também disponibiliza um portal de atendimento ao cliente com todas as informações técnicas e comerciais que ele precisa. E não para por aí, pois a Reis Office investe na capacitação dos clientes, com treinamentos gratuitos presenciais e à distância, com foco no desenvolvimento técnico e comercial.

Como alguém que se adaptou ao mercado durante toda a carreira, acredita em crise? Como lidar com más situações, tanto econômicas, quanto de mercado?
A adaptação ao mercado é uma questão de visão e sobrevivência, ou você percebe ou morre.  Quem dita as regras são os clientes e temos que atender suas novas necessidades, observando e evoluindo mais rápido que a concorrência.

Crise existe sim, porém nelas é que surgem muitas oportunidade. Para lidar com os momentos de crise é preciso criatividade, investimentos em treinamentos para todos os funcionários, uma administração eficiente, além de manter a equipe motivada e estar sempre preparado para momentos menos favoráveis, com reservas financeiras.

A concorrência e o mercado são nossos amigos, pois sempre nos faz buscar melhorias e eficiência. A evolução da nossa  empresa, no caso, acontece mais rápido em momentos de dificuldades econômicas e políticas.

Qual sua dica para os empreendedores que estão iniciando carreira?
Nunca entrar em negócio que você não conheça.
Exemplo: se quiser abrir um restaurante, vá antes trabalhar em um, para aprender e conhecer os problemas, soluções, fornecedores, cuidados etc.
Outra dica muito importante é nunca misturar finanças pessoais com finanças da empresa.

tag: como mudar o ramo de atução, empreendedor, Entrevista, equipamentos de impressão, fatura alto, larga roça, Martinho Reis, Olivetti, outsourcing, reis office, reis oficce,

avatar

Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.