Entenda porque o Brasil está atrasado no mercado de carros elétricos

Alternativas mais sustentáveis têm recebido atenção internacional, , principalmente os carros elétricos. No entanto, se o Brasil continuar dessa forma, esse meio de transporte levará tempo para se tornarem populares aqui.

Reprodução/Internet

Embora os combustíveis fósseis ainda serem utilizados em grande escala no nosso dia a dia, o compromisso com o consumo sustentável está como prioridade na agenda de alguns países.

Um exemplo disso, é a Grã-Bretanha que se tornou o centro das atenções após o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmar que a partir de 2030, a venda de carros a gasolina ou diesel será proibida.

Além disso, a Ford anunciou que irá vender somente carros elétricos na Europa até 2030. Assim, como a Jaguar que também mostrou um plano semelhante. No Green Deal Europeu, a Alemanha investiu 20 bilhões de euros em veículos elétricos como parte do plano de estímulo à pandemia

No Brasil, ainda não há previsão de votação de um projeto de lei de 2017. Nele são adotadas medidas semelhantes para proibir a venda de carros a combustão em dez anos e proibir em 2040 a circulação de quaisquer carros movidos a combustão.

Em princípio, ao analisar o cenário do país, é perceptível que há mais modelos eletrificados, aqueles que não são puramente movidos à energia elétrica.

Além disso, os carros elétricos no Brasil são considerados de alto preço. Inegavelmente, isso ocorre devido aos impostos, que estão sendo na reforma tributária que está em tramite no legislativo.

Atualmente, os veículos elétricos movidos a baterias e células a combustível a hidrogênio não precisam pagar imposto de importação, mas sua alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é de 7%.

Desse modo, os modelos mais baratos custam cerca de 100 mil reais, enquanto os carros populares no país custam cerca de 40 mil reais.

Análise do Mercado de Carros Elétricos no Brasil

“Existe demanda, mas os nichos de mercado de maior atuação ainda pagam duas a três vezes mais impostos do que veículos a combustão”, diz Adalberto Maluf, presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). “Ficamos apreensivos em ver o Brasil perder o timing do resto do mundo”

O fechamento de montadoras no país também contribuiu para o retardamento do mercado de veículos elétricos. Um exemplo é a montadora Ford, que anunciou no início deste ano que fechará as portas. Sem produção tecnológica própria, o Brasil conta com a inovação importada.

“Podemos nos perguntar: e se tivéssemos feito uma legislação importante para veículo elétrico? Talvez ainda estivéssemos no mapa estratégico dessas companhias”, diz Maluf.

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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