Etiqueta Única: Startup fatura R$ 10 milhões como ‘brechó de luxo’

A Etiqueta Única, plataforma de compra e venda de produtos de luxo, aposta no second hand e tem crescimento de 40% há três anos e movimenta R$ 25 milhões em 2020

Etiqueta Única: Startup fatura R$ 10 milhões como 'brechó de luxo'
(Exame/Reprodução)

A Etiqueta Única é uma plataforma que reúne compradores e vendedores de bens de luxo. O segredo da empresa é apostar no usado – isso também começa a convencer os clientes do desenvolvimento sustentável.

“Percebo que, para as gerações Z e Millennials, esse tipo de consumo acontece pela consciência dos impactos ambientais e porque entendem que bens de luxo são mais duráveis que fast fashion. Fora aquelas que tinham preconceito e percebem o benefício de pagar 7 mil reais na bolsa que custaria 20 mil reais na loja. Ninguém está ligando se comprou seminova e ainda economizou 13 mil reais. Então, acaba entrando no ciclo”

diz Nelson Barros, CEO da empresa.

Como a Etiqueta Única começou?

Em 2013, as negociações de segunda mão que já eram comuns em regiões fora do Brasil. Pensando nisso, Nelson Barros começou a empresa informalmente na garagem e vendendo apenas para familiares e amigos. Mesmo com poucos clientes, o preço médio do ticket era alto, o que os inspirou a estabelecer o e-commerce. Naquele ano veio o único investimento estrangeiro e o negócio começou a crescer.

“Criei o business plan para digitalizar depois de quase três anos em garagens e recebemos um aporte com prazo relativamente curto. Era menos do que precisávamos para estruturar tudo [o valor não foi revelado] e aproveitamos para aumentar a credibilidade. Porque não somos marca. Somos um portal intermediador. E precisamos que acreditem na gente”,

afirma Nelson Barros.

Além disso, para garantir a autenticidade do produto, uma equipa dedicada realiza inspeções manuais em todos os artigos, o fundador acredita ser este um dos principais diferenciais da etiqueta única, seguindo o manual com as características e características de cada fabricante. Ademais, as fotos, a logística e até a higiene são determinadas pela empresa.

“Com isso, a gente também melhora a credibilidade. E não temos taxas-surpresa: nosso faturamento é com comissionamento e, por isso, o vendedor só paga depois que a peça é vendida. Só cobramos uma tarifa de 70 reais caso o anunciante retire o produto antes de completar três meses na plataforma, por conta do trabalho para fotografar e preparar os produtos”, diz.

Desempenho da startup

Com isso, o faturamento da Etiqueta Única em 2020 foi da ordem de 10 milhões de reais, sendo mais de 24 milhões de reais processados ​​na plataforma. Desde 2017, a taxa média de crescimento anual é de 40%, sendo que o primeiro semestre adota nova tecnologia para ampliar a escala. Portanto, já há previsão de movimentar até 70 milhões de reais no ano que vem.

“Queremos incluir móveis, relógios e obras de arte, que são bem peculiares. Pretendemos ter parceiros estratégicos para anunciarem no site e estamos preparando as ferramentas necessárias para eles terem autonomia. Também vamos criar outra solução para empresas de varejo que querem entrar no mercado de second hand e preferem estar dentro do marketplace”, afirma.

Mesmo a pandemia não deixou a atmosfera de compras desaparecer, embora tenha diminuído o ritmo das negociações durante os primeiros 40 dias de quarentena. No entanto, segundo Nelson Barros, o problema rapidamente se tornou exatamente o oposto, pois a plataforma teve que atender a uma grande demanda. Devido a esse desempenho, espera-se um aumento de 70% em 12 meses.

“Somos uma empresa lucrativa desde o quarto mês de operação e sempre nos preocupamos em manter o crescimento estratégico para manter margem Ebitda – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – positiva. E, com isso, crescemos de maneira saudável e nos tornamos um exemplo como empresa online, já que muitas precisariam ser alavancadas”, diz.

Nos próximos anos, a Etiqueta Única não descarta seguir o caminho oposto de outras empresas, pois estuda a instalação de locais físicos e quiosques para obtenção de novos produtos. De acordo com o próprio CEO, sair de um ambiente totalmente digital também ajuda a aumentar a percepção do público sobre a empresa. No entanto, não há previsão de que isso aconteça.

*Com informações da EXAME

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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