Ex-bancários criam fintech e triplicam resultados em menos de dois anos

DigitalEmpreendedorismo

dez 17, 2019

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Modelo de negócio financeiro criado no interior paulista é pioneiro e se destaca pela inovação aplicada ao setor varejista

Pense numa empresa que surgiu em 2018, encerrou o ano gerando uma receita de R$ 900 mil a seus clientes, estima triplicar esta marca em 2019 e ainda ultrapassar a casa dos R$ 8 milhões em 2020. Este é o ritmo de crescimento projetado pela Capittale, uma fintech sediada em São José dos Campos (SP) e especializada em operações de antecipação de pagamentos a fornecedores em todo o País. Embora possa ser aplicada a diferentes segmentos, seus principais clientes estão concentrados no setor varejista, atendendo hoje a nove grandes redes, instaladas em cidades como São Paulo, Guarulhos, Campinas, Piracicaba, Nova Odessa e Caçapava.

O termo “fintech” vem da junção das palavras financial e technology, sendo uma startup voltada à inovação e otimização de serviços do sistema financeiro. No caso da Capittale, seus colaboradores negociam com os fornecedores de seus clientes a antecipação dos pagamentos. Se por um lado o cliente ganha com a geração de receita direta no caixa, do outro seu fornecedor se beneficia da agilidade e simplicidade do processo, além do custo, já que não existem as tarifas e cobranças adicionais do mercado financeiro convencional.

Para atuar de forma efetiva no mercado, a Capittale apostou na inovação dentro do próprio setor com o desenvolvimento de um programa de software aliado à mão de obra humana nas negociações. A fintech foi idealizada pelos empresários Fábio Fernandes e Marcos Creazzo, dois ex-bancários que uniram seus conhecimentos em mercado financeiro e criaram alternativas de ganhos para todos os envolvidos.

“Buscamos inovar simplificando a operação e adicionando o feeling humano à negociação. Com o nosso software conseguimos trazer toda a parte operacional para nós, facilitando tanto para o cliente quanto para o seu fornecedor”, conta Marcos Creazzo. Segundo ele, este tipo de operação já existe no mercado financeiro de uma forma mais complexa, mas não está acessível a muitos clientes ou fornecedores menores.

Perspectivas 2020

Para se ter ideia do volume financeiro em transações operadas pela Capittale, no primeiro ano de atividade o total chegou a R$ 38 milhões, subindo para R$ 160 milhões (projeção de fechamento em 2019) e com expectativa de chegar a R$ 350 milhões no ano que vem. Consequentemente, o número de operações saltou de 800 em 2018, para mais de 4 mil neste ano e com projeção superior a 10 mil em 2020.

“As perspectivas são ótimas, pois o mercado é latente por este tipo de operação e os Bancos e FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) não sabem falar a linguagem dos clientes e de seus fornecedores. Eles atendem muito bem grandes corporações, mas não às pequenas e médias empresas”, diz Fábio Fernandes.

A Capittale mapeou o tamanho de oportunidade no mercado e chegou a um montante de R$ 100 bilhões em volume potencial, já excluindo os grandes players e os seus maiores fornecedores. “Nossa missão agora é explicar as vantagens ao empresário, que tem medo do mercado financeiro, da quantidade de tarifas, das dificuldades operacionais e dos produtos adicionais utilizados”, conclui Creazzo.

Inovação financeira na região

Segundo levantamento da AbStartups (Associação Brasileira de Startups), São José dos Campos possui 105 startups mapeadas, que atuam principalmente nos segmentos de educação, construção civil e agronegócio. A cidade conta com três polos de incubação e aceleração de startups. No maior deles, o Parque Tecnológico de São José dos Campos, das 64 que estão em diferentes fases do programa de acompanhamento, apenas três são fintechs. Os demais pólos não possuem, no momento, nenhuma startup voltada ao setor financeiro.

Ainda de acordo com a Abstartups, a cidade de Campinas, por exemplo, tem mapeadas 140 startups, e os principais segmentos de atuação delas são: educação, finanças e bem-estar. No Estado de São Paulo, a capital lidera com 2.622 startups com vocação majoritária também nas áreas de educação e finanças, além de internet.

O ritmo de crescimento deste tipo de empresa é tão acelerado que os dados sobre elas no País são atualizados quase todos os dias pela Associação.

***Texto enviado pela assessoria da fintech.

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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