Google demite funcionária por criar alerta sobre direitos trabalhistas para funcionários

Ferramenta era uma espécie de pop up que alertava os funcionários para as políticas internas e seus direitos dentro da empresa

A engenheira Kathryn Spiers entrou com uma reclamação no Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NRLB) contra a Google, empresa na qual trabalhava. Segundo Spiers, a companhia a demitiu injustamente.

Ao que parece, o motivo da demissão da ex-engenheira de computação foi a criação e instalação no sistema interno, sem aviso prévio, de um alerta aos funcionários quanto às políticas internas da empresa e os direitos trabalhistas de cada um ali.

Com a modificação de Kathryn, a ferramenta que antes era uma extensão do Google (apenas para quem trabalha ali) para mandar informações sobre a segurança do sistema, se tornou um alerta que disparava mensagens às pessoas por meio de pop ups. Entre as mensagens, além de explicar quais eram os direitos trabalhistas, também chamava atenção para a cláusula da empresa que empregados podem se organizar em coletivos para discutirem diversas questões laborais sem sofrer represálias.

Toda vez que um funcionário entrasse na página de políticas internas do Google ou em algum site de empresas envolvidas em enfraquecimento de sindicatos trabalhistas.

“O Google não é uma companhia tradicional, colocar um cartaz com a nota na cafeteria não é nem de longe uma maneira efetiva de notificar seus funcionários”, afirmou Kathryn em entrevista ao Business Insider.

A declaração diz respeito ao direitos publicados pelo Google em setembro depois da determinação de um órgão governamental, que obrigou a companhia a informar seus funcionários sobre direitos laborais.

Por sua vez, a Google afirmou que a demissão não foi por conta do teor das mensagens, mas sim, pela funcionária ter comprometido a segurança do sistema da empresa, alterando a ferramenta – o que vai contra as políticas da companhia.

Já a ex-funcionária alega que tinha plena autoridade para mudar a ferramenta e sua demissão foi arbitrária e injusta.

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