Com mudança de privacidade na Apple, Android deve ser holofote da publicidade em 2021, diz estudo

Segundo Relatório da Liftoff, a mudança de privacidade da Apple irá mudar o foco de campanhas publicitárias para Android

Com mudança de privacidade na Apple, Android deve ser holofote da publicidade em 2021, diz estudo

Apple anunciou que planeja ainda no início deste ano divulgar uma mudança de privacidade. Essa alteração irá trazer grande impacto para o mercado publicitário. Já que, a empresa irá permitir que usuários escolham se querem ter um número de identificação — chamado de IDFA — divulgado para os aplicativos que são baixados nos iPhones.

Essa identificação é importante principalmente para os profissionais de marketing. Uma vez que, com ela os apps que não cobram uma quantia financeira dos usuários podem obter informações sobre os anúncios direcionados na internet. Por isso, sabendo quem é o usuário, é possível traçar um perfil para ele e fornecer publicidade de maior impacto e com custo mais elevado.

Desse modo, os usuários receberão um aviso com a pergunta se querem compartilhar ou não essa identificação com os aplicativos. Além disso, a expectativa no mercado é que haja menor compartilhamento. Apesar de dar a opção de encerrar a coleta das informações, isso não deve levar a publicidade a sumir dos dispositivos da Apple. Já que, apenas deve ter menor segmentação e ficar mais genérica para os usuários.

Pesquisa

Segundo a empresa de marketing para dispositivos móveis baseada em desempenho, Liftoff, a mudança de privacidade da Apple indica que o identificador do Google no Android deve ter um ano mais forte no mercado publicitário.

“Quem está comprando propaganda quer saber se o usuário clicou em um anúncio, se ele realizou a compra, se as otimizações foram feitas para os eventos finais, como assinatura de um programa ou instalação de um app. O anunciante não quer apenas que a propaganda seja vista”, explica Antonio Affonseca, diretor da Liftoff no Brasil.

No relatório anual Mobile Ad Creative Index, a empresa aborda as mudanças de privacidade na Apple e o impacto no mercado publicitário. Por isso, com as mudanças no iOS, é esperado que os profissionais de marketing tendam a transferir parte do orçamento publicitário do iOS para o Android. Enquanto acompanham o impacto e medem a mudança nos próximos meses.

Segundo Affonseca, o IDFA dá assertividade no momento de direcionamento de uma campanha publicitária. Uma vez que, permite analisar os dados de uma campanha de aquisição ou de “retargeting” (quando a marca quer impactar pessoas que já são clientes). Por isso, sem ele a publicidade deve se voltar para análise de comportamento e monitoramento de uso a partir de outras informações disponíveis. Por exemplo, o modelo de smartphone, sistema operacional, linguagem.

A mudança de privacidade na Apple seguem o posicionamento que a empresa tem se comprometido nos últimos anos. O anúncio de que a escolha seria dada aos usuários foi feito em junho do ano passado, durante a conferência para desenvolvedores da Apple, a WWDC.

No entanto, como geraria um grande impacto em aplicativos, desenvolvedores pediram que a mudança fosse protelada para que houvesse preparo no mercado. No final do ano passado, a Apple já começou a divulgar um relatório detalhado de quais dados estão sendo coletados e usados por aplicativos instalados no celular.

Apple x Android

Apesar de o Android ser o sistema operacional móvel dominante no Brasil, isso não exclui a importância do iOS na balança de investimento dos anunciantes.

“O inventário de Android é muito mais barato. Em comparação, o iOS tem ticket médio muito maior, taxas de conversão muito maiores. Tem esse jogo de pratos entre fazer uma divisão ideal sem perder essa fatia do bolo que tem receita boa”, diz Affonseca.

Além disso, há uma preocupação de que o Google, embora seja uma empresa que tira boa parte de seu faturamento da publicidade digital, siga os passos e a tendência da Apple e inclua um sistema de opção aos usuários semelhante.

Para driblar o problema, a Liftoff já aposta em estratégias. A fim de convidar os usuários a compartilhar seu número de identificação com apps e serviços, é possível oferecer vantagens exclusivas ou cupons, por exemplo. A empresa promoveu ainda um painel para discutir a publicidade e a criação de anúncios diante do fim do IDFA.

Leia também: Telegram supera WhatsApp e é o aplicativo mais baixado do mundo em janeiro

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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