O conhecimento tem 3 fases, você as conhece? Por Bruno Perin

Esses dias eu estava notando como adquirir conhecimento é algo um tanto quanto estranho, se analisarmos a linha do tempo. Aprendemos algo, nos encantamos, passamos a ter algumas dúvidas e quem sabe chegamos às certezas. Não faz sentido, você concorda?

O que normalmente acontece? Você se depara com uma ideia nova, seja PNL, Coaching, Marketing Digital, Design Thinking e por aí vai… No momento que ela é interessante, você entra na fase um.

O DESLUMBRE – é aquela magia da descoberta, quase como uma paixão a primeira vista, você não consegue notar falhas, apenas aquela sensação maravilhosa de finalmente ter descoberto algo que faz todo sentido para você e lhe completa. Questionamos como vivemos sem isso tanto tempo e como tem pessoas malucas que não usam isso.

Infelizmente grande parte das pessoas, acaba por aqui, aprende um conceito uma ideia superficialmente, usa a parte mais elementar dela e por aí segue até achar outra paixão.

No entanto, tem aquelas que ficam tão encantadas, ou são curiosas que precisam aprofundar suas ideias e entender até onde aquilo pode chegar, indo para a fase 2.

O QUESTIONAMENTO – é aquele momento, que as crenças antigas, junto das falhas do novo conceito se confrontam com a situação atual. Você começa a levantar diversas questões, que diminuem o poder de impacto daquilo que descobriu. É fase de encarar a verdade, a paixão passou e agora os prós e contras são lúcidos e bem claros.

O que acontece muitas vezes é que a frustração começa a ser tão grande, as expectativas não atingidas, as possibilidades diminuídas que é melhor deixar para lá e partir pra outra. Fica aquele ressentimento e sensação de engano.

Quase todo mundo que não ficou na fase anterior, acaba por finalizar seus laços por aqui, perdendo a fase 3.

CONCRETIZAÇÃO –  Os pouquíssimos que chegam, são merecedores por estar nessa etapa e digamos os verdadeiros portadores do conhecimento. É quando você enfrenta as desconfianças, entende as incertezas e limites daquele conceito e consegue enxergar seu real potencial.

Desta forma, você está completamente consciente do que ele representa, o que pode ajudar e sabe apreciar isso da melhor forma e não se sente mal por aquilo que ele não pode fazer.

É o patamar mais difícil, requer muitas dores, estudo e suor para chegar até aqui.

Obs: sim, você pode levar isso para os relacionamentos humanos, mas o foco é no conhecimento aqui.

Deixe-me compartilhar um case meu bem simples para elucidar o artigo – Quando comecei meus estudos pelo empreendedorismo, eu logo me encantei com a ideia de ser completamente apaixonado por aquilo que se faz. Parecia a coisa mais extraordinária do mundo e sensata, eu não entendia como as pessoas estavam em lugares que não queriam ou não amavam.

Com o passar do tempo, passei a estudar muito mais a fundo o empreendedorismo e a neurociência e comecei a questionar muito tudo isso, até que ponto essa paixão, realmente refletia em algo útil para o mundo. O quanto tínhamos responsabilidades e nem tudo era fácil. O quanto apenas viver de amor era realmente viver.

Foi depois de alguns anos, vivendo essa guerra na minha mente entre a paixão, talento e negócios que consegui esclarecer e criar uma crença muito forte sobre isso. Nem tudo que amamos pode se transformar em um negócio e apenas o nosso talento, jamais nos tornará excepcionais em causar um impacto tão grande no mundo. É estar profundamente apaixonado que faz você atingir o impossível e vencer barreiras até então intransponíveis. A questão é que não é qualquer amor, e apenas ele também não é suficiente… é um conjunto de fatos, que são liderados por um senso de propósito, uma paixão única por aquilo que você precisa fazer para melhorar o mundo.

Desta forma, entendi também essas fases do conhecimento, que quando você realmente consegue vencer, tem uma plenitude do potencial e os limites, e o faz mais pronto para o que está por vir.

 

Este vídeo complementa a ideia deste artigo:

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Bruno Perin

Empreendedor, consultor, palestrante e escritor.
Graduado em administração de empresas pela UFSM, especialista em Marketing Experience, pesquisador em Neuromarketing e Startups.
Integrante do grupo dos 200 maiores talentos brasileiros pelo Virtvs Group, é referência marcante da nova geração no marketing, sendo responsável por várias campanhas impactantes nas redes sociais em 2011/12.
Com experiências em palestras nacionais e internacionais, é considerado fomentador do empreendedorismo e da disseminação do conceito de startup no país. Conectado com os mentores desse tipo de programa no mundo, estuda o implemento e o funcionamento das startups, sendo apontado como evangelista da Geração Y/Z. Hoje é o grande nome do Neuroempreendedorismo no Brasil.

tag: Bruno Perin, como adquirir conhecimentos, tornar ideias realidade,

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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