O futuro do marketing: utilizar inteligência artificial para personalizar anúncios

Tim Berners Lee, hoje considerado um dos maiores gênios vivos, é um físico britânico, cientista da computação e professor do MIT, criador da WorldWide Web (a Internet!), que fez a primeira proposta para sua criação em 1989. Em 1990, com a ajuda de Robert Cailliau e de mais um estudante, implementaram a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e o servidor através da internet.

Hoje Berners Lee é o diretor da WorldWide Web Consortium (W3C), que supervisiona o desenvolvimento continuado da web, composto por várias empresas que dispostas a criar normas e recomendações para melhorar a qualidade na Web.

A ideia dele para a criação da internet não surgiu do nada. Em todos esses sistemas que levam a geração de boas ideias existem padrões recorrentes que são cruciais para criar meios inovadores. As ideias revolucionárias quase nunca surgem num surto de inspiração, de “eureka”, podem levar um tempo para evoluir e inclusive ficar hibernadas por um tempo.

Só depois de dez anos de estudo é que surgiu a visão completa da internet, parecida com o que ela se tornou, e naquela época ele projetou e construiu o primeiro navegador da web.

O processo de maturação das ideias 

Muitas vezes as ideias são por um bom tempo apenas palpite parcial e ficam hibernadas, mas ao colidir com outro palpite podem se tornar algo extraordinário. Como partes independentes nem sempre tem sucesso, mas ao se juntarem viram verdadeiros sucessos: quantos aplicativos fazem sucesso hoje e são híbridos de outros?

O grande propulsor da inovação científica e tecnológica sempre foi o aumento na conectividade e na capacidade de buscar pessoas, trocar ideias e combinar palpites do outro com os nossos, transformando-os em algo novo: um verdadeiro motor da criatividade e das boas ideias.  E assim temos plataformas que também geram essas conexões, como são as redes sociais.

Marketing e inteligência artificial

Voltando a Berners Lee, ele agora cita a conexão do marketing com a inteligência artificial.  O assunto foi discutido em um Festival de Cannes e Berners Lee afirmou que o conceito é um grande desafio para as empresas de todos os nichos de atuação e também para os seres humanos. De acordo com ele, o uso inteligente de dados será fundamental para uma série de processos.

Estamos na era do Big Data (um sistema que lida com estratosféricos volumes de dados) e do Business Intelligence, e nessas plataformas são gerados milhares de dados em pouquíssimos segundos.

De acordo com Berners Lee, muito brevemente fazer negócios será possível por meio do saber e fornecer dados. E é ai que entra o Big Data e o Business Intelligence. Nada mais é sobre como transformar tudo isso em novos negócios. A análise deles pode ser feita de diversas formas e com diversas ferramentas. Existem profissionais que os estudam, os combinam, os segmentam e dai surgem informações interessantíssimas.

Empresas de diversos portes estão se organizando em torno deles para criar novas estratégias e a novidade é que o marketing também está usando esses dados, pois, a partir deles é possível prever estratégias, alertas e insights.

Já existem agências de marketing se apoderando destes dados e analisando-os de diversas formas, a fim de otimizar processos e potencializar campanhas. Ou seja, a inteligência artificial já está sendo usada nesta área.

Anúncia se adapta a reação de público.

Anúncio se adapta a reação de público por I.A

O primeiro anúncio inteligente

O primeiro anúncio concebido com IA foi criado pela agência M&C Saatchi, de Londres. É um pôster, para uma marca fictícia de café, concebido a partir da mistura automática de variáveis criativas como: texto, imagem, fonte e cores. Existe uma câmera que capta reações humanas, como gestos e feições e identifica a performance de cada combinação apresentada ao público. E é capaz de aprender qual é a melhor opção.

Seu funcionamento ocorre por meio da utilização de um sensor Kinect para rastrear o rosto de quem olhava para a tela. A partir dai era capaz de determinar se a pessoa reagia bem ou mal e então o algoritmo decidia se algum elemento do anúncio deveria ser alterado ou não. Ou seja, as reações do público eram interpretadas e com base nos resultados colhidos e adaptava a mensagem para as próximas interações.

A inteligência artificial possibilitará uma infinidade de ações ainda mais avançadas do que esta primeira aplicação, permitindo criar projetos de altíssima performance e eficácia e irá além, podendo ocorrer via smartphones e outros dispositivos via “internet das coisas”. Se antes parecia distante, a era já chegou.

O diretor de T.I da agência M&C Saatchi David Cox explicou como funciona a tecnologia (em inglês):

 

 

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Flávia Gamonar

Mestra em mídia e tecnologia
Especialista em marketing de conteúdo
Professora universitária
Empresária.



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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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