O império bilionário e sem limites da Disney

Com o CEO nomeado o empresário do ano pela Revista Time e tendo os filmes de maior bilheteria de 2019, a Disney, há décadas, consegue ser absoluta quando o assunto é entretenimento

Auditórios lotados. Recordes de bilheteria. Parques que encantam milhões anualmente. Essas são só algumas das características que tornam a Disney um império absoluto quando o assunto é entretenimento. E isso não é à toa.

Jogue a primeira pedra quem nunca se emocionou ou não se lembra de algum personagem emblemático do universo de Mickey Mouse. Há décadas, eles encantam e recrutam cada vez mais fãs, o que fortalece e gera ainda mais dólares para a empresa.

Uma prova disso são as constantes aquisições que a companhia vem fazendo. Em 2006, a Disney abocanhou a Pixar por 7,4 bilhões de dólares; em 2009, foi a vez da gigante Marvel por 4,2 bilhões de dólares; em 2012, comprou a Lucasfilm, dona da série Star Wars, por 4 bilhões de dólares. Neste ano, os estúdios 21st Century Fox entraram para o império por mais de 71 bilhões de dólares.

Mas, a joia da empresa começou a ser lapidada há dois anos e meio. A startup BAMTech Media (nascida como a parte tecnológica da liga americana de beisebol) foi o centro das atenções do grupo que, por meio dela e sob o nome de Disney Streaming Services, lançou seu projeto mais ambicioso: o serviço de streaming Disney+. “Vamos saber do que eles (consumidores) gostam ou não, as afinidades que têm com cada uma de nossas marcas”, disse Kevin Mayer, responsável pela área de negócios diretos com o consumidor, numa conversa com jornalistas estrangeiros durante a D23.

Segundo Mayer, provável futuro sucessor do CEO Bob Iger, a Disney está totalmente no controle do seu destino. E por falar em Iger, a mente brilhante por trás desse império, recentemente, ele foi considerado o empresário do ano pela Revista Time.

Considerado o “cara mais bonzinho de Hollywood”, Iger classificou 2019 2019 como um ano super produtivo para a Disney, e alguns do resultados de bilheteria não deixam de confirmar isso.

Infográfico: Revista Exame

A Disney contra o resto

O gestor que começou sua carreira como faz-tudo da TV ABC está deixando seu legado. O sucesso estrondoso do streaming Disney+ foi e está sendo decisivo para consolidar a empresa neste ramo – e bater de frente com Netflix e Amazon.

Lançado no dia 12 de novembro nos Estados Unidos, o Disney+ apenas na primeira semana de estreia, rendeu 10 milhões de assinantes, uma marca surpreendente para uma ação arriscada e que tirou o império da sua zona de conforto.

O que acontece é que Iger e sua equipe estavam assistindo os constantes cancelamentos da tv paga, ocasionando em reduções no faturamento de seus canais licenciados. Uma possível reação da Disney a isso poderia ter sido o uso de outros meios, como Apple, Netflix, HBO ou Amazon, para a transmissão de seus filmes e séries, mas ela quis ir além e conquistar sua independência.

“Raras vezes vimos uma empresa disposta a criar esse tipo de ruptura financeira numa mudança estratégica de modelo de negócios”, escreveu num relatório o analista Michael Nathanson, especialista em mídia da empresa de pesquisas de mercado MoffettNathanson.

O lançamento da Disney+ rendeu uma alta de 35% nas ações da empresa, além de exclusividade para os assinantes do serviço. Uma das estratégias é a produção de conteúdo especialmente para a plataforma, como curtas-metragens e histórias que serão interligadas com os filmes dos cinemas.

A parte off-line

Que a briga pela supremacia do streaming está acirrada, isso ninguém pode negar. Entretanto, tem uma parte que o império Disney domina completamente: os parques.

Em 2018, eles foram responsáveis pela metade dos quase 60 bilhões de dólares faturados pela empresa. As propriedades da Disney, no total, receberam 157 milhões de visitantes no ano passado e os cinco parques mais visitados dos Estados Unidos em 2018 foram todos da Disney, de acordo com a Themed Entertainment Association, que acompanha a movimentação do setor (a Disney não divulga dados de visitação).

A recente inauguração dos parque temáticos de Star Wars, o chamado Galaxy’s Edge, está mostrando ao mundo que a empresa não tem medo de se expandir cada vez mais. Só para ele, serão disponibilizados 60.000 metros quadrados. Além dele, o Rise of the Resistance promete uma estrutura muito maior.

Os números dos parques da Disney.

E a máquina de fabricar sonhos da Disneyland não pára. Analistas estimam que a gigante vai gastar mais de 24 bilhões de dólares em reformas e novas atrações de seus seis resorts, que incluem unidades em Paris, Xangai, Tóquio e Hong Kong.

Neste outro artigo contamos sobre como a Disney faz para criar uma ótima experiencia para o cliente através de 4 chaves de sucesso, confira quais são essas chaves: http://bit.ly/4chavesdisney

LEIA TAMBÉM:

avatar

Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.