São Paulo, Minas Gerais e Roraima são melhores Estados para negócios

O relatório do Banco Mundial também destaca a alta carga tributária do país, especialmente os impostos federais. No entanto, ainda assim estados apresentam boas práticas regionais.

São Paulo, Minas Gerais e Roraima são melhores Estados para negócios
Reprodução

O ambiente de negócios do Brasil é mais burocrático do que o da economia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e seus países do BRICS, mas ainda é possível seguir em frente.

O estudo Doing Business Subnacional Brasil 2021 do Banco Mundial, produzido com o apoio do CNC, Sebrae e Febraban, mostra isso.

A investigação supervisionou as atividades das pequenas e médias empresas brasileiras em cinco aspectos: abertura de empresas, obtenção de alvará de construção, registro de imóveis, pagamento de impostos e cumprimento de contratos.

O estudo apontou que o processo no Brasil é feito de forma complexa e demorada. As principais razões para estas dificuldades são o nível insuficiente de coordenação entre órgãos e agências, bem como a implementação desigual e fragmentada das medidas de reformas.

No entanto, exemplos de boas práticas de todas as regiões podem ser replicados em todo o país e a curva de negócios aumentará, criando empregos e renda. Os estados com melhor desempenho em termos de facilidade para fazer negócios foram SP, MG e RR. Além disso, o relatório apontou oportunidades de melhorias no Brasil.

“Não podemos aceitar que um país com dimensões continentais como o Brasil possa ter um ambiente de negócios sem liberdade de agir, ousar, atuar sem entraves burocráticos. Precisamos encontrar caminhos para um capitalismo moderno, um sistema dinâmico, com crescimento sustentável. Que em breve possamos estar comemorando a evolução de todas as regiões e do Brasil no ranking do Banco Mundial”

disse o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Carga Tributária nos negócios brasileiros

A pesquisa do Banco Mundial também destaca a alta carga tributária do país, especialmente os impostos federais. No entanto, o estudo mostra que os impostos municipais também são representativos e variáveis.

O relatório apontou que as empresas brasileiras podem pagar até 12 impostos por ano.

Além disso, Carlos Melles, diretor-presidente do Sebrae, Isaac Sidney, presidente da Fabraban e Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, participaram do evento de apresentação do estudo realizado quase nesta terça-feira (15).

O projeto foi realizado a pedido da Secretaria-Geral da Presidência da República.

O estudo visa auxiliar o Governo Federal a tomar medidas para desburocratizar e atrair investimentos. Além disso, os resultados do estudo serão aproveitados para o desenvolvimento econômico dos estados e municípios.

A pesquisa sobre o ambiente de negócios local no Brasil é realizada em 26 estados e no Distrito Federal. É a primeira vez que o estudo abrange outras capitais que não Rio de Janeiro e São Paulo.

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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