SoftBank lidera aporte de US$ 140 mi na Vtex, de software para e-commerce

BusinessTech

nov 22, 2019

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Rodada de aportes da Vtex também teve a participação dos fundos Gávea Investimentos, de Arminio Fraga, e Constellation

O grupo japonês SoftBank com certeza é um dos maiores investidores no mercado brasileiro. Nesta sexta-feira, 22, a empresa de Masayoshi Son soltou, pela décima vez, um aporte de US$ 140 milhões na startup de software para sites de comércio eletrônico Vtex.

Carioca de fundação, a Vtex nasceu em 2000, e hoje conta com 2,5 mil clientes em 28 países diferentes. Entre eles, estão marcas como Samsung, Whirlpool, C&A, Saraiva e O Boticário.

“Nós somos uma plataforma de comércio unificado para grandes marcas: cuidamos tanto das transações no comércio eletrônico, como também apoiamos a gestão de vendas físicas e de casos em que o cliente compra online, mas retira o produto na loja”, explica o cofundador e copresidente executivo da startup, Mariano Gomide de Faria. No sistema deles, Vtex fica com uma comissão das vendas realizadas por meio de sua plataforma. “As empresas já não querem mais gastar com o desenvolvimento de um site próprio, então temos uma solução bastante integrada”, diz Faria.

Além da SoftBank, o fundo americano Riverwood Capital (99, Resultados Digitais) também é um de seus acionistas. “Sempre baseamos nosso crescimento na nossa própria capacidade de gerar caixa”, diz Faria, que fundou a empresa ao lado de Geraldo Thomaz.

De acordo com Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), uma possível abertura do mercado é um dos fatores que motivou a SoftBank. “Lá fora, a estratégia deles vai nesse sentido e a Vtex é uma empresa com potencial para seguir esse caminho”, afirma. O investimento, diz Pinho, também é uma forma da empresa se proteger de concorrentes globais, como Adobe e Shopify.

Com esses investimentos, a Vtex pretende intensificar sua expansão internacional, mirando os americanos e os europeus. “Marcas como a Nike estão saindo de grandes marketplaces, querem ter uma relação mais próxima com o consumidor. É uma relação importante”, afirma Faria, se referindo a uma possível concorrência com a Amazon.

Com um crescimento de em torno de 40% ao ano em faturamento nos últimos sete anos, a empresa pretende abrir 150 novas vagas ao longo dos próximos doze meses, sendo cerca de 100 delas no País. “Vamos aumentar bastante o time de desenvolvimento de tecnologia, em especial na área de inteligência artificial”, projeta Faria.

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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