SpeedBird: Conheça a startup que apostou no delivery por drone

A SpeedBird já tem parcerias com Claro, iFood, Hermes Pardini e Mercedes-Benz. A startup é a primeira empresa a utilizar Drones para realizar delivery

 SpeedBird: Conheça a startup apostou no delivery por drone
(iFood/Divulgação)

A SpeedBird é a primeira empresa do Brasil e América Latina a desenvolver e operar sistemas aéreos não tripulados (sUAS/Drones) para realizar o transporte aéreo e entrega de produtos e medicamentos.

Atualmente, o atendimento da SpeedBird no Brasil ainda está em fase experimental. Além da iFood, Claro, Hermes Pardini e Mercedes-Benz, há também outras duas empresas parceiras que não foram reveladas.

Como a SpeedBird começou?

O diretor de produtos da empresa e sócio-fundador, Samuel Salomão, disse que o projeto nasceu há cerca de quatro anos. O objetivo da empresa era atender à demanda por telemedicina.

“Eu estava vivendo nos EUA e notei que não adiantava ter atendimento remoto se o paciente teria que sair à farmácia para comprar o que era receitado. Desenvolvemos a ideia e, em 2018, decidi voltar ao Brasil”, disse em entrevista à EXAME

No mesmo ano em que voltou ao país, fez a primeira entrega. No entanto, foi só em 2019 que a empresa apresentou um pedido de certificação de aeronaves.

“Esse foi um marco para a nossa indústria, porque não existe nenhum registro de empresas que tenham um certificado de drones para fazer serviço de logística. Existem voos que dispensam a regulamentação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas precisam ficar no campo de visão do operador. Mas a operação a longa distância é a única que faz sentido para delivery”, afirma.

Além disso, o iFood foi testado em um percurso de 400 m no Shopping Iguatemi, em Campinas (SP), e demorou 12 minutos para caminhar. No ar, leva apenas dois minutos para o pedido chegar ao ponto de encontro do mensageiro, e o mensageiro completará o resto da viagem. Essa operação faz parte do processo de verificação de segurança, que deve ser concluído em agosto.

“Temos um período de 12 meses, em média, para comprovar que funciona e amadurecer a tecnologia. Uma vez que estiver concluída a etapa experimental, garantindo que nosso projeto é robusto e não tem falhas, será necessário submeter a uma nova aprovação da Anac. Então, é emitido um novo certificado que permite produção, comercialização e operação da aeronave”, diz Salomão.

Drones e Delivery

Atualmente, o processo burocrático é direcionado ao primeiro drone da empresa, batizado de DLV1, capaz de pesar 2 quilos. Apenas dois outros protótipos estão em desenvolvimento: o DLV2, que pode suportar até 8 kg; e o DLV4, com carga útil de 5 kg, além de poder voar 100 km a uma velocidade de 90 km / h como um avião, ele também pode voar verticalmente e pousar

Assim como os mercados de aviação civil e automotivo, os fornecedores também fornecem algumas peças, como hélices e motores. Mas esses projetos foram criados pela própria Speedbird, e a Speedbird também é responsável pela criação de software operacional – incluindo a identificação de outras aeronaves da empresa no espaço aéreo e o monitoramento em tempo real.

“Para fazer o delivery com drones acontecer, é necessário ter mindset aeronáutico. Trazer essa ideia de que a segurança está em primeiro lugar e ter procedimentos bem claros para desenvolver a tecnologia. Hoje, maior dificuldade é conseguir as aprovações e certificações. E a regulamentação evolui junto com a tecnologia. Quando comprovar a segurança, será como aviões e helicópteros”.

Neste ano, o plano é obter a primeira certificação para o drone DLV1 e manter a parceria atual para a expansão do trajeto. E, até 2022, a meta é integrar o software Speedbird à empresa. Eventualmente, daqui a dois anos, a startup espera ter outras aeronaves em operação, e clientes internacionais também estão operando fora da América Latina – e até assinaram acordos em Israel.

Ademais, além da aeronave em si, uma van também foi desenvolvida em cooperação com a Mercedes-Benz, que servirá de base para a decolagem de um pequeno número de aeronaves e aeronaves.

Assim, todas as modificações necessárias são de responsabilidade da startup, cabendo ao fabricante alemão sua aprovação. O projeto é realizado sob a orientação de engenheiros da marca e contará com tecnologias como internet, geradores e telemetria.

*Com informações da EXAME

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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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