Um olhar diferente …

Tributário

set 3, 2015

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Você que é empreendedor, gestor ou está se preparando para os desafios organizacionais, já ouviu fazer em Gestão Baseada em Valor (GBV)? Nesse contexto, valor é o de compra e venda de uma empresa, mas que pode ter uma aplicação muito mais ampla do que definir um valor justo na hora de negociar uma empresa.

Então para entender esse modelo de gestão, vamos começar com questionamento que deveríamos fazer, ao seguir o modelo de gestão econômica e financeira tradicional:

É possível uma empresa aumentar o lucro e ainda assim diminuir o seu valor?

Por mais que possa causar indignação, a resposta é SIM, é possível!

Pelo método do Fluxo de Caixa Livre Descontado, certamente o mais usado e fundamentado atualmente, o valor de uma empresa é determinado pela seguinte fórmula:

Valor da Empresa = valor presente dos fluxos de caixa livre futuros + valor presente da perpetuidade – valor das dívidas financeiras.

Portanto, o que influencia na construção ou destruição do valor de uma empresa é o Fluxo de Caixa Livre e não o Lucro Líquido e o FC livre é influenciado pelos investimentos que a empresa fará e pela variação do capital de giro, capital necessário à sua operação.

Outro questionamento que deveríamos fazer: pode uma empresa com um patrimônio líquido (PL) maior, valer menos do que outra com um PL mais modesto?

Para descontar os Fluxos de caixas futuros, ou seja, para trazê-los para valor presente, usa-se o custo de capital que a empresa possui e isso depende do quanto ela possui de capital próprio (PL) e de terceiros. Percebam que o patrimônio não compõe diretamente o valor da empresa. Apenas influencia no custo de capital, portanto, uma empresa pode valer menos mesmo tendo um patrimônio maior. O valor está na capacidade de gerar fluxo de caixa e não no patrimônio.

Vale ressaltar que, o custo do capital também é influenciado pelo fator risco, e isso cada segmento tem o seu.

Em relação à perpetuidade, entende-se e pretende-se que uma empresa seja perpetua e para isso se faz necessário:

– Modelo de gestão profissional;

– Processos sucessórios definidos e seguros;

– Estratégias claras à toda organização.

Portanto ao cuidar de todos esses fatores, estamos construindo a perpetuidade e consequentemente criando valor para o negócio.

E poderia uma empresa com retrospecto pior valer mais que outra com retrospecto melhor?

Pelo método visto, o que vale mesmo é o que você conquistará de resultados no futuro, o que significa que o valor de uma empresa começa a ser construído a partir do FC dos próximos anos.

Claro que todo crescimento precisa estar fundamentado num cenário macro; nas perspectivas do setor; nas estratégias e na realidade organizacional, para que investidores e gestores possam acreditar que ele é possível.

Portanto o que passou, tanto na sua empresa como na sua carreira, deve ser apenas uma fonte de consulta, inspiração ou aprendizagem, pois o valor está no FUTURO e não no passado!

Adriano Fabri
Economista, Consultor e Palestrante.
ADRIANO FABRI – Consultoria e Educação Corporativa.


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Marcus Bernardes Fundador

A Magia do Mundo dos Negócios – 2013

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